Intoxicação pelas baterias dos celulares – Pelo Cádmio

ResiduosO cádmio é um metal raro ao qual o homem está exposto através do ambiente, em baixos níveis. O organismo humano acumula cádmio e aos 50 anos o homem pode estar com uma carga de 20 a 30 mg, concentrando-se nos rins e paredes das artérias.

 

 

Bioquímica – O cádmio inativa numerosos sistemas enzimáticos, por ligar-se aos grupos sulfidril das moléculas de proteína.

Fontes de contaminação – o cádmio está presente em todos os alimentos e bebidas, mas, encontra-se mais concentrado em mariscos, ostras e peixes de água salgada, alguns tipos de chá e na fumaça do cigarro. Outras fontes incluem pinturas, soldas, pigmentos, ripas galvanizadas, baterias, combustão dos automóveis, e em alguns suplementos naturais, como: dolomita e medula óssea (tutano).

Ultimamente, causa grande preocupação a poluição ambiental resultante do descarte de baterias de telefones celulares e pilha elétrica que contém os metais tóxicos níquel e cádmio.

Absorção e excreção – Aparentemente, não existe sistema que regule o metabolismo de absorção e excreção de cádmio. Uma das formas que o cádmio entre no nosso organismo é através dos pulmões quando presente na fumaça do cigarro ou em forma de pó oxidado.

Doenças causadas pela Toxicidade – A toxicidade depende dos níveis orgânicos dos íons protetores zinco, cobre, ferro e cálcio.

  1. Fibrose e edema pulmonar
  2. Enfisema pulmonar
  3. Doenças renais com proteinúria e glicosúria
  4. Hipertensão arterial sistêmica
  5. Diminuição da produção de anticorpos.
  6. Anemia.
  7. Diminuição da testosterona.

Síntomas da intoxicação por cádmio – náuseas, vômitos, cólicas abdominais, diarréia, diminuição da temperatura corporal, perda de dentes, dores articulares, hiperatividade.

Terapia: Indicação, apresentação e dosagem:

  1. Orientar dieta para produtos que contenha: zinco, cobre e selênio.
  2. Aumentar consumo de leite e orientar exposição solar para síntese de vitamina D2.
  3. Ingerir fibras vegetais – pectina———-1 a 3 gramas/dia.
  4. Ingerir lactato de cálcio——————800 a 1200 mg/dia.

Orientações higieno-dietéticas:

Aumente o consumo de enxofre quelado com aminoácidos ingerindo ovos, cebolas e alho. Aumente o consumo de alimentos ricos em selênio, vitamina B2 e zinco, pois selênio e a vitamina B2 são elementos essenciais para formação de glutation peroxidase e redutase que auxiliam na eliminação de metais pesados.

Os grãos integrais têm 100 vezes mais zinco do que cádmio.
Os grãos refinados têm 16 vezes mais zinco do que cádmio.
No açúcar tem um parte de zinco para uma parte de cádmio.

Os jovens que ingerem grandes quantidades de carboidratos refinados têm a ingestão de cádmio aumentada e do íon zinco, reduzida.

Interações:

O cádmio interfere com a absorção de cobre, zinco, ferro e cálcio e reduzindo os níveis desses minerais essenciais no organismo.

  1. Zinco – O zinco e o cádmio são antagônicos. Nível elevado de cádmio pode agravar a deficiência de zinco. A medida que se aumenta o aporte de zinco, os efeitos da intoxicação diminuem. O cádmio pode substituir o zinco como co fator da carboxilpertidase e alterar a especificidade da enzima.
  2. Selênio – O selênio protege o organismo da intoxicação pelo cádmio.
  3. Cobre – Baixos níveis de cobre diminuem a tolerância orgânica ao cádmio.
  4. Cálcio – O íon cálcio protege parcialmente contra o acúmulo de cádmio nos rins e fígado, portanto, diminuindo a toxicidade.